sexta-feira, 26 de setembro de 2014

FARWEST NO CINEMA, NA TV, E NOS QUADRINHOS

  
O CINEMA E SEUS FILMES DE FARWEST 
DERAM ORIGEM AS HQs DESTE GÊNERO
E AS SÉRIES DE TV!

Foi através do cinema americano que a imagem do cowboy solitário se popularizou pelo mundo afora e em pouco tempo a vida desses aventureiros passaram a povoar a mente de gente de todas as idades. Inicialmente suas histórias eram lineares, sem enredos elaborados, com uma moralidade bem definida onde o bem sempre vencia o mal. 
O pano de fundo desses filmes, que tinham como característica poucos diálogos e muita ação apresentavam paisagens belíssimas marcadas por grandes espaços abertos como os de Monument Valley (no Arizona) ou os Montes Alabama (na Califórnia).




Este gênero que de imediato cativou admiradores, também teve subgêneros, como o western épico, onde a ação e os tiroteios se sucediam de forma irracional, os musicais, o drama, a tragédia e as comédias e paródias – algumas se tornaram clássicas.
Tempos depois, os elementos básicos desses filmes foram repensados, criticados, e fizeram surgir o western denominado revisionista.   
Diálogos curtos, onde a ação ocupava a maior parte da história, sem grandes descrições eram a fórmula do sucesso. 



Na maioria das películas, as histórias se desenvolviam em lugares remotos e selvagens da Califórnia, Arizona, Utah, Colorado ou no Wyoming. Essas películas movimentadas, em geral, eram ambientadas no Oeste selvagem e no Oeste do século XIX. No segundo caso, podemos citar o famoso e cultuado The Wild Bunch (Meu Ódio Será Sua Herança, nop Brasil), no qual surgiram os primeiros carros, telégrafos, locomotivas e até aeroplanos. No clássico Butch Cassidy, Paul Newman usa uma bicicleta, que simboliza o período de transição do século XIX para o início do século XX.




Especialistas no assunto consideram que o chamado Oeste selvagem tem seu mais remoto representante os espetáculos protagonizados pelo lendário Bufallo Bill, a partir de 1883.




The Virgian, de Owen Wister (1902) é considerado o primeiro romance do gênero, que foi escrito pelo alemão Karl May, influenciado pelo emigrante, também alemão, Carl Laemmie, que fundaria tempos depois a Universal Pictures.
Há quem afirme que,James Fenimore Cooper, autor de The Last of the Mohicans (O Último dos Moicanos), de 1826, também foi influenciado pelo escritor de origem germânica.




O gênero western também era conhecido pelos ingleses, pois o escritor Conan Doyle, ao escrever a primeira história de Sherlock Holmes, Um Estudo em Vermelho, em 1887, descreveu na segunda parte deste livro a vida de mórmons no continente norte-americano, com todos os elementos de um bom conto sobre o Oeste no final do século XIX.
Portanto, o Oeste já existia através da literatura antes mesmo do cinema propagá-lo. Escritores como: Zane Grey, Louis L’Amour e Elmore Leonard também escreveram sobre o Oeste.

O PRIMEIRO FILME DO GÊNERO






The Great Train Robbery -  Este era o título de um filme mudo dirigido por Edwin S. Porter e protagonizado por Bronco Billy Anderson, realizado em 1903. O filme fez tanto sucesso que Anderson se tornou o primeiro astro de um filme de cowboy do cinema. O ator se tornou tão popular que acabou protagonizando uma série de curtas metragens.
William S. Hart não perdeu tempo, decidiu seguir a mesma trilha, e em pouco tempo também se tornou astro de um filme do mesmo gênero.
Porém, para os estudiosos do assunto, foi somente em 1910 que o primeiro filme genuinamente de western foi rodado em Hollywood, cujo título era In Old California, de D.W. Griffith. Muitos apontam Griffith como o grande renovador deste tipo de película. Em 1914, Cecil B. DeMille estreava com o filme The Squaw Man – filme que é considerado como o primeiro longa metragem sobre western realizado na chamada “Meca do Cinema”.  Foi DeMille que transpôs para a telona, no mesmo ano, uma famosa obra literária chamada The Virgian, que contou com a colaboração do autor Owen Wister para elaboração do argumento.

Em 1923, James Cruze realizou o primeiro filme épico sobre o tema,
The Covered Wagon, que mostrava uma longa viagem pelos territórios selvagens da Califórnia. No ano seguinte, John Ford lançou Iron Horse – um tremendo sucesso - , obra que abordava a construção da primeira estrada de ferro que cruzou a América de costa a costa.       

Este tipo de filme caiu nas graças de pessoas de ambos os sexos, principalmente, por suas variadas abordagens. Empolgados, 
os estúdios passaram a produzir mais de uma centena de filmes sobre o tema, anualmente. Em sua grande maioria essas películas eram pobres, de baixo orçamento, e por isso passaram a ser classificadas pela crítica especializada como filmes “B”.

THE BIG TRAIL (JOHN WAYNE)




Em 1930, Raoul Walsh lançou The Big Trail, utilizando película de setenta milímetros e contratou John Wayne. Isto permitiu o surgimento do maior ícone do velho Oeste (Wayne), e a aquisição do novo equipamento 
fez com que o diretor pudesse captar paisagens 
deslumbrantes jamais vistas.
No ano seguinte, Cimarron, de Wesley Ruggles, foi o primeiro clássico do gênero a receber um Oscar de melhor filme.



A GRANDE FASE DO
CINEMA DE WESTERN

A chamada “Idade dourada” teve como expoentes máximos o trabalho de dois grandes diretores: John Ford, que impulsionou a carreira de John Wayne, e Howard Hawks.
Stagecoach (No tempo das Diligências, no Brasil), foi lançado em 1939, se tornou um épico. Este filme até hoje é considerado um dos mais importantes da história do cinema de western. Há quem afirme que Orson Wells assistiu este clássico diversas vezes antes de realizar sua obra prima Citizen Kane (Cidadão Kane).




Em 1946, Ford filmou My Darling Clementine (Paixão dos Fortes, no Brasil), a saga de Wyatt Earp e Doc Holliday, onde mostra o famoso tiroteio no Curral OK – cena filmada no local original que se tornou mitológico na história do velho Oeste.

No ano de1942, William Wellmann – aproveitando as lições de Ford e antecipando os clássicos do gênero que foram produzidos na década de 60 - realizou The Ox-Bow Incident, um filme que marcou época, por abordar um linchamento feito pelas próprias mãos.    
Os filmes de western continuavam em ascendência e graças a diversificação dos temas passou a ganhar cada vez mais público. Assim, William Wyler e Fritz Lang, diretores conhecidos por produzirem outros gêneros, também decidiram realizar filmes
que tinham como cenário o velho Oeste.




JOHNNY GUITAR MARCOU ÉPOCA

Johnny Guitar foi lançado em 1954 e, pela primeira vez, apresentou mulheres, até então meras coadjuvantes, em papéis de destaques. 
O filme, apesar de não fazer sucesso na época, entrou para a história por ter sido o primeiro a destacar num gênero tipicamente 
masculino figuras femininas.




REVISIONISMO NA DÉCADA DE 60

Desde o início dessas produções o mal sempre derrotava o bem e os indígenas eram vistos como selvagens. Os novos roteiristas e diretores que surgiram na década de 90 decidiram questionar tais itens. Isto deu origem ao chamado “Cinema de revisonismo do Oeste”. 
Assim, surgiram os primeiros filmes onde nem sempre o bem vencia o mal e os índios deixaram de ser apenas selvagens. Isto causou muita polêmica na época, mas caiu nas graças das platéias de todo o mundo.
De repente, os filmes passaram a mostrar o velho Oeste por outro prisma. Desta época, são considerados clássicos: The Man Who Shot Liberty Valance (O Homem que Matou o Facínora, no Brasil), um clássico de John Ford, Little Big Man (O Pequeno Grande Homem), de Arthur Penn, com Dustin Hoffman.




Outros filmes deram maior importância às mulheres, como em Open Range (Pacto de Justiça, no Brasil), de Kevin Costner, e The Missing (Desaparecidas), de Ron Howard. Em 1969, a atriz Claudia Cardinale, teve um papel relevante no filme Once Upon a Time in the West (Era uma vez no Oeste), um dos clássicos do diretor italiano Sergio Leone.

O WESTERN SPAGHETTI







Entre as décadas de 60 e 70, Hollywood começou a diminuir a produção deste gênero devido a alguns fracassos de bilheteria. Poucas películas eram lançadas pela Meca do cinema. O gênero western estava definhando gradativamente. Quando tudo parecia estar perdido eis que surge a revitalização do gênero graças a alguns filmes produzidos na Itália. Esses filmes que fizeram renascer o gênero ficaram conhecidos como “Westerns spaghettis”. Muitos deles tinham baixo orçamento e eram filmados, em geral, na Espanha, na Iugoslávia, e e outros locais onde a locação era barata. Além dos italianos, espanhóis, alemães e até russos, também passaram a produzir westerns.




Porém, a produção italiana ganhou notoriedade. Tinha violência extrema, melodramas e muita ação e acabaram caindo no gosto popular. Um dos diretores mais prolíficos e respeitados desta época foi Sergio Leone, que revolucionou o gênero com sua famosa “Trilogia dos Dólares”: Por Um Punhado de Dólares, Por Uns Dólares a Mais e Três Homens em Conflito. Nessas películas não existiam “mocinhos”, apenas heróis às avessas ou anti-heróis.   


Leone e Morricone

A partir dessas produções de origem italianas, o homem mau, que outrora se vestia de preto, passou a usar trajes de outras cores e alguns astros desses filmes passaram a se vestir com roupas pretas. Se por um lado, os italianos provocaram uma brusca mudança nos velhos conceitos preestabelecidos sobre o velho Oeste, as histórias passaram a ser mais realistas. Isto agradou em cheio os fãs do gênero e inspirou novas produções.

CLINT EASTWOOD




Por exemplo, o ator Clint Eastwood, interpretou um mercenário em busca de fortuna no filme O Homem Sem Nome. Além disso, os xerifes que aparecem no filme são corruptos e os protagonistas não se envolvem em romances. Em virtude dessas inovações que mostravam um Oeste mais realista, menos fantasioso, Clint se tornou famoso na celebrada trilogia criada por Sergio Leone, a 
mais representativa do gênero.

Outros atores ganharam notoriedade, como Lee van Cleef, James Coburn, Klaus Kinski, Franco Nero (no filme Django, de 1966, dirigido por Sergio Corbucci). O ator americano Henry Fonda também participou dessas produções inovadoras, assim como Guliano Gema (O Dólar Furado), Terence Hill e Bud Spencer, que estrelaram clássicos como Uma Pistola Para Ringo, Meu Nome é Ninguém e Trinity – megas sucessos.

SATURDAY AFTERNOON MOVIE
(MATINÊS, AOS DOMINGOS,
NO BRASIL)


A bela Cláudia Cardinale, ela participou de um clássico Era Uma Vez no Oeste





Os seriados de western que eram exibidos nos cinemas aos sábados, na América, e ao domingos no Brasil, nas famosas matinês, foram um fenômeno pré-televisivo que arrebatavam milhares de jovens para essas seções cinematográficas. Johnny McBrown, Tom Mix e Audie Murphy, que estrelavam muitos desses seriados,  se tornaram os primeiros ídolos da juventude da época. 

Cowboys cantores como Roy Rogers, Rex Allen e Gene Autry, também se tornaram populares. Diversas gerações sonhavam poder cavalgar um dia, fazendo justiça, como aqueles heróis da telona.







Cisco Kid, Lash LaRue (Dom Chicote, no Brasil) e Durango Kid – personagens de filmes classe “B” também obtiveram muito sucesso. O ator negro, Herbert Jeffreys, vivendo o papel de Bob Blake, com seu cavalo Stardust, participou de diversos filmes destinados ao público afro-americano, numa época em que a segregação racial se estendia aos cinemas.

COWBOYS NA TV




No final da década de 40 e início da década de 50 a televisão se popularizou nos Estados Unidos e os seriados de westerns se tornaram a principal atração das redes de TV.




Estes seriados classificados de “B” dominavam a grade das programações. Séries como Hopalong Cassidy, Gunsmoke, The Lone Ranger (Zorro, no Brasil), The Rifleman, Have Gun, Will Tavel (Paladino do Oeste, no Brasil), Rin-Tin-Tin, Bonanza, Big Valley, Cimarron, 
O Homem de Virginia, Chaparral e Maverick, entre outros, fizeram a cabeça de gerações.






Nos Estados Unidos, o ator que interpretava e tinha os direitos da série Hopalong Cassidy ficou rico, ao negociar seus velhos filmes para serem reprisados na televisão.



COWBOYS EM QUADRINHOS
(Décadas de 50, 60 e 70)





Aproveitando o embalo do sucesso dos cowboys as editoras americanas – inclusive a Marvel e DC-, de imediato, passaram a lançar títulos que ganharam notoriedade no cinema e na TV. Assim, surgiram nas bancas títulos consagrados como: Hopalong Cassidy, Roy Rogers, Rin-Tin-Tin, Billy The Kid, Tim Holt, Buck Jones, O Rebelde, The Lone Ranger, Gunsmoke, Bonanza, etc.












Entre o final da década de 60 e início dos anos 70 a editora americana Gold  Key, que se destacava por seus inúmeros títulos revelando-se forte concorrente das poderosas Marvel e DC, ainda mantinha alguns  títulos de western como Gunsmoke, Lancer, Bonanza, etc, cujas vendas definhavam tal qual a audiência na TV, ante o lançamento de novos seriados que suplantaram o gênero western e passaram a fazer sucesso, como: Lost  in Space, Star Trek, Voyage To The Bottom of The Sea, The Time Tunnel, Land of The Giants, etc.  









NO BRASIL










As editoras cariocas, Rio Gráfica (Globo) e Brasil-América, a exemplo de outras editoras da América, também dominavam o setor de HQs e acompanhando a onda dos filmes de western lançavam diversos títulos no mercado editorial brasileiro, como: Rocky Lane, Cavaleiro Negro, Reis do Faroeste, Bonanza, Roy Rogers, Buck Jones, Cavaleiro Fantasma, Tim Holt, Flecha Ligeira, Tex, etc.
Ainda nos anos 60, Stan Lee e Jack Kirby ressuscitaram os até então falidos super-heróis americanos (Capitão América e Cia), que voltaram ao mercado apoiados por um forte esquema de merchandising, patrocinados pela Shell. Esses lançamentos acabaram por sepultar quase de vez os antigos cowboys.
















NO FINAL DA DÉCADA
DE 60 E 70 OS COWBOYS
COMEÇARAM A
DESAPARECER DA TV



De súbito, na mais poderosa mídia eletrônica dos anos 60 e 70 (a TV) passaram a ser exibidas muitas séries de detetives, agentes secretos, comédias, e super-heróis.










A série McCloud, que estreou em 1970, incorporou novos elementos ao gênero Oeste. Na verdade o seriado era uma fusão de western protagonizado por um xerife, com dramas policiais urbanos. 




Hec Ramsey era um seriado de western (que nunca foi exibido no Brasil) que sempre tinha um mistério para ser revelado no final dos episódios, tipo as clássicas séries policiais chamadas “Who dunnit?” (Quem foi?). Outra tentativa de reavivar os antigos bang-bangs foi Little House on The Prairie, que apesar de ser ambientada no velho Oeste era, contudo, um drama familiar.

KUNG-FU




Bruce Lee sonhava em interpretar o papel principal da série Kung Fu, mas morreu frustrado. Quem protagonizou a série foi o ator David Carradine. Este seriado produzido especialmente para a TV, e que seguia a tradição do pistoleiro solitário, acabou recriando o gênero que estava prestes a sucumbir. Seu personagem principal era um monge chinês que perambulava pelas cidades do velho Oeste, sem armas, e que se defendia apenas usando sua habilidade em artes marciais. Kung-Fu fez um estrondoso sucesso nos países em que foi exibido, inclusive no Brasil, onde a editora Brasil-América lançou uma revista em quadrinhos com o título homônimo a série da TV.

E O VENTO LEVOU...

Os tempos mudaram e os velhos filmes de cowboys foram engolidos, literalmente, pelo tempo, por uma enxurrada de seres com superpoderes. A editora Brasil-América ainda lançou corajosamente Jonah Hex, antes de encerrar suas atividades.







Dos inúmeros títulos de western lançados no país só restou Tex, o ranger criado pela Bonelli Comics – atualmente editado pela Mythos -, que há mais de 50 anos faz sucesso no Brasil, após ter passado por diversas editoras, e Jonah Rex, que esporadicamente surge nas bancas pela Panini Comics.  


HERÓI DA RESISTÊNCIA







Um editor independente do sul do país, chamado Arthur Filho, teve a ousadia de lançar a revista em quadrinhos chamada Billy The Kid, que perdura até hoje. Esta publicação ressuscitou o gênero western e deu oportunidade para novos e antigos mestres do traço que a cada edição podem mostrar sua arte, 
como: AC Moreira, Airton Marcelino, Fábio Chibilski, Shimamoto, Ailton Elias e outros artistas. Milagrosamente Billy The Kid já ultrapassou a edição # 23.

INK BLOOD COMICS

A editora, também independente do sul do país, Ink Blood Comics, de Fábio Chibilski, também decidiu ressuscitar Chet, criação máxima do excelente escriba Wild Portella, que outrora foi publicado
pela Vecchi, com sucesso.

APACHE

A série Apache mostrava uma índia forte,
vingativa e justiceira, que desejava honrar
a morte de seus pais, que foram brutalmente assassinados. Esta mestiça foi publicada pela editora As Américas.
Seu slogan era: "Um Western Diferente", porque era protagonizado por um mulher,
bela e sensual.


Apache - Por Tony Fernandes


Apache - Por ACMoreira



Apache - Por Neide Harue

Apache - Por Airton Marcelino


Apache -Por Paulo José




Apache - Por Minighiti
Apache - por Júlia Pinto



A atriz Cláudia Cardinale em Era Uma Vez no Oeste mostrou como as
mulheres daquela época eram poderosas e nada passivas.






Personagem criada e desenvolvida por Tony Fernandes e a equipe 
Pégasus, chegou às bancas em 2010, com uma nova proposta: Um western diferente, onde a figura feminina era a personagem central. A série tinha como protagonista um bela e sexy vingadora indígena. Seus roteiros mesclavam fantasia e fatos históricos. A série teve diversos colaboradores, que fizeram miniposters, como: Getúlio Delphin, Beto, Augusto Minighitti, Antonio Carlos Moreira, Neide Harue, Toninho Lima,  Ayrton Marcelino, Júlia Pinto e Décio Ramirez. Porém, Apache não passou da sexta edição.

O ÚLTIMO DOS MOICANOS




Curiosamente, dos muitos títulos que já foram editados no país só sobreviveu Tex que, por várias vezes, também foi interrompido devido as baixas vendas e que após ser ressuscitado pela editora Mythos, sobre os auspícios de Hélcio de Carvalho, Dorival e José Carlos Francisco (vulgo Zeca Willer, o cowboy e maior divulgador de Tex, de além mar, e o site TexBr), conseguiu resistir aos altos e baixos do mercado.  Atualmente, Tex tem diversos formatos e edições mensais.

Tal qual ocorreu no mundo do cinema, quando os quadrinhos Made in America de westerns capengavam os italianos bravamente resgataram o gênero publicando Tex, um fenômeno de venda na Itália. Nos tempos da extinta e saudosa editora Vecchi, as aventuras do ranger chegaram a vender mais de 100 mil exemplares. Nos últimos anos, as tiragens da série foram reduzidas e para compensar a editora lança diversos títulos de Tex e seus pards, como o excelente Tex Gigante (Textone, na Itália).

Apesar das boas histórias das aventuras cinematográficas do ranger apresentar desenhistas e roteiristas de ótima qualidade, e a Bonelli Comics ter suas edições licenciadas em diversos países, Tex não emplacou na América, apesar da tentativa. 
Os editores, visando penetrar no fechado mercado americano, contrataram o mestre Joe Kubert, que fez um trabalho magistral para uma das edições do ranger. Mesmo assim, o púbico leitor de Tio Sam parece não admitir que estrangeiros mexam com o seu folclore.
Mas, isto pouco importa. O que importa mesmo é que o nosso 
querido e velho ranger, tai, firme, resistindo ao tempo e ao espaço.
Vida longa ao ranger!



Por Tony Fernandes
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