terça-feira, 7 de setembro de 2010

MUNDO DAS HQS - HQS Européias, Uma História de Luta e Glória! Primeira Parte!



MUNDO DAS 
HISTÓRIAS EM QUADRINHOS
Apresenta...

HQs EUROPÉIAS, UMA HISTÓRIA
 DE LUTA E GLÓRIA!
(Primeira Parte)



Se você é autor de HQs e anda meio desanimado 
com as possibilidades que o mercado
 nacional lhe oferece, imagine-se  vivendo 
numa Europa em guerra onde
 facistas e as tropas de Hitler 
manipulavam o mundo e proibia a publicação 
de HQs.  No mundo o caos imperava e as
 casas editoriais europeias 
de quadrinhos estavam fadadas a desaparecer.


Pois é, amigo leitor, se aqui no Brasil e 
está ruim, dá  para imaginar como seria 
a sua situação se você estivesse 
morando lá na Europa,
 mais precisamente, na Itália, naquele tempo.
                                                    
Há um velho ditado que diz: "Se a vida se
 apresentar azeda, como um limão, seja 
otimista e faça com dela uma boa limonada". 
Foi exatamente isso o que os editores e 
desenhistas europeus fizeram ante um
 mercado que estava prestes a sucumbir. 
Foi assim que eles deram início a uma 
desacreditada produção nacional, até
 então insípida.
 Leia a matéria a seguir e tire proveito dela,
 que apresenta  um exemplo de luta, 
de garra e de perseverança. 
Nada é impossível quando se deseja 
ardentemente uma coisa.
Erga a cabeça e vá À luta! 
A batalha deve continuar. Boa leitura!


LUTA E GLÓRIA!





1915 - A Itália estava em guerra, pela primeira vez.
 O sargento Silvio Uderzo, nascido numa vila italiana,
 que ficava no nordeste da Itália, exatamente a
 cinqüenta quilômetros de Veneza, chamada 
La Spenzia, na Ligurie  (Liguria), comandava 
seus homens.
O premier italiano, em pânico, convocou mulheres
 e crianças para essa região que estava sendo invadida
 pelos inimigos facistas. 
Entre os civis convocados estava uma jovem chamada
 Iria Crestini, de origem toscana. 
Em La Spenzia ela conheceu o então militar 
Silvio Uderzo e acabaram se casando e
 constituindo família.


Liguria, Itália
Porém, ante o poderio bélico inimigo a região 
precisou ser evacuada. 
Silvio e sua jovem esposa desesperadamente foram 
em direção das colinas em busca de refúgio. 
Viveram ainda por algum tempo na Itália, onde 
nasceram Uderzo, Bruno, Marcel, Rina e Jeanne. 
Depois migraram para a França.

Entre junho de 1940 e 1944 o território francês 
também foi invadido pelas tropas alemãs, provocando
 um êxodo dramático de sua população que vivia 
no norte para o sul daquele país.






Durante a Segunda Grande Guerra Mundial as tropas 
de Adolf Hitler, seguindo seu plano de expansão, 
invadiram os principais países da Europa. 
O líder alemão, um ditador de origem austríaca, 
se aliou a Mussolini, um ditador facista italiano, 
que determinou, de imediato, a proibição de
 qualquer forma de divulgação das ideologias do
 imperialismo americano.


 


Benito Mussolini
As emissoras de rádio, daquele país,
 as músicas, teatros, filmes, jornais e até as histórias
 em quadrinhos Made in America, segundo ele, 
poderiam ser usadas como veículos para implantar 
na mente do povo europeu a 
ideologia capitalista ianque.
 Mussolini exigiu que fosse proibido, em seu país, 
qualquer manifestação da ideologia alienígena
 por meio de qualquer veículo de comunicação,
 como: rádio, cinema, teatro ou através da imprensa.
 Assim, os personagens de HQs produzidos na América,
 que faziam um grande sucesso naquele país,
 deixaram de ser publicados.
Os editores entraram em pânico. 
Personagens criados na América, como: 
Tarzan, Mickey, Pato Donald, Popeye,
 e muitos heróis do velho Oeste, 
de grande aceitação popular, precisavam ser 
substituídos, de imediato. 
Caso contrário, essas editoras 
locais estavam fadadas a sucumbir.
Enquanto alguns editores simplesmente 
abandonavam o ramo, outros que desejavam 
continuar publicando os fumettis (Quadrinhos) 
tentavam encontrar uma saída 
desesperadamente.
















Caso as editoras fechassem muita gente ficaria 
desempregada, como: gráficos, papeleiros, etc, 
provocando mais miséria e fome, 
naquele tempo de guerra.


A produção nacional italiana, até então 
era insignificante. As HQs produzidas na América
 dominavam aquele mercado e gozavam de boa 
resposta do público leitor.
Qual era a saída? - pensavam todos.





De repente, alguém teve uma ideia genial, 
mas arriscada: criar produtos similares aos
 mais populares comics Made in USA, 
visando não perder seus fiéis leitores.
Escritores e desenhistas nacionais foram 
convocados às pressas.
 Era preciso salvar as editoras italianas e, 
quem sabe, criar uma linha de produção nacional.
Porém, dúvidas pairavam no ar: Como reagiriam 
os leitores italianos ante esses novos
 lançamentos, de produtos 
similares aos americanos? 
Haveria rejeição? Autores e editores seriam 
considerados meros plagiadores? 
As vendas se sustentariam?
Só havia um jeito de obter essas respostas: 
colocando o novo material nos pontos de venda.
 Não havia outra alternativa.
Assim, teve início a primeira manifestação nacional
 visando a produção de material italiano, num país
 que jamais teve tradição de produzir HQs. 

Tal atitude descortinou um grande número de novas
 oportunidades aos autores nacionais que, antes disso,
 viviam apenas de cartuns e ilustrações de revistas
 para campanhas publicitárias. 
Um novo mundo surgia e com grande possibilidade
 de gerar novos empregos.
De imediato começou a produção
 nacional e uma 
centena de produtos similares 
aos importados, de fato, 
foram criados e lançados no mercado.
Nem todos os novos títulos emplacaram 
e acabaram sendo cancelados. 


No entanto, alguns deles vingaram, caíram 
no gosto popular. Em meio a essa 
avalanche de novos produtos Made In
 Italy surgiu Akim (revista publicada no Brasil 
pela extinta editora Noblet). Akim era uma 
serie semanal desenhada 
pelo italiano Pedrazza, que apresentava um 
personagem na mesma linha de Tarzan, 
o Rei dos Macacos, criado
 pelo escritor americano 
Edgard Rice Burroughs. 


Augusto Pedrazza, desenhista que fez AKIM durante anos

Tarzan tinha uma grande aceitação 
entre os leitores italianos, tanto quanto
 tinha no cinema e nos livros escritos
por Burroughs.
Nas telonas o herói das selvas foi interpretado
 por vários atores, porém dentre estes um ganhou
 notoriedade: Johnny Weismuller. 
Foi assim que o ex-atleta olímpico americano,
 Weismiller, vivendo o papel do menino 
branco, filho de um nobre inglês,
 que fora criado entre os macacos, foi considerado 
pela crítica e pelo público como a mais perfeita 
interpretação do homem macaco. 


Tamanho foi o sucesso deste personagem, que uma 
centena de filmes, séries de TV e gibis foram lançados 
em todo mundo, nos últimos anos.
Com a morte do autor, aos poucos, Tarzan foi caindo no
 esquecimento, saindo da mídia. Atualmente, Tarzan
 foi ressuscitado pelos estúdios Disney, em forma de 
desenho animado e obteve um estrondoso sucesso.



De volta à Euroupa...


Diante do sucesso de Akim e de outros 
produtos similares as HQs
americanas, obtido pelos editores italianos, 
na França uma legião de autores e editores também 
se animaram e decidiram seguir o exemplo da Itália 
e adotar, também, o caminho da nacionalização.


Leia a continuação clicando no link abaixo...

http://tonyfernandespegasus.blogspot.com.br/2010/09/mundo-das-hqs-3-hqs-europeias-luta-e.html


Por: Tony Fernandes\Estúdios Pégasus -
Uma Divisão de Arte e Criação da
Pégasus Publicações Ltda -
S. Paulo - SP - Brasil
Todos os Direitos Reservados

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A VOLTA DAS GRANDES SÉRIES DE QUADRINHOS DE WESTERNS ESTÃO DE VOLTA NAS BANCAS DO BRASIL!


Chet - Um Clássico de western criado no Brasil

De repente, os antigos leitores e apreciadores das 
HQs de westerns viram suas preces serem atendidas.
 O velho e bom tema está de volta às bancas e em sites especializados no comércio de HQs, como: 
Bigorna, TexBr, Comix, Bodegadoleo, Planeta Gibi, etc. 
Toda essa gente está contribuindo de uma forma 
fantástica para divulgar essas novas séries.
Pois é, esse nicho de leitores, até então esquecido 
pelos grandes editores do país, que só sabem 
lançar mangás e super-heróis bombados - 
com excessão da gloriosa Mythos, que regularmente
 coloca nas bancas edições de Tex -, é que essa gente 
corajosa está apostando. 
Tex cavalgava sózinho pelas bancas brasileiras 
há mais de 50 anos. O velho ranger bonelliano
 sempre teve seu público fiel. 
Além de Tex nada mais existia no mercado 
editorial brasilerio. Subitamente, aqueles que 
sempre adoraram essa linha de produtos
 voltaram a sorrir.

O tradicional ranger da Bonelli Comics


O grande e heróico precursor da volta dos gibis 
de westerns no país foi o corajoso editor independente 
chamado Arthur Filho, ao lançar a primeira edição 
da revista Billy The Kid.
Coube a esse desenhista, escritor e admirador 
do gênero, a ousadia de enxergar e editar 
esse título que outrora fez muito sucesso.

Relançado pela Panini


Na América, muitos títulos do gênero como: Jonah Rex,
The Lone Ranher, e outros, ainda continuam a ser editados. 
No Brasil, ninguém mais acreditava nesse gênero -
exceto a Mythos, que edita várias edições de Tex-,
 que foi taxado pelos mais jovens como 
"Revista para velhos", etc.
Quanta bobagem... por acaso Hollywood parou 
de produzir westerns ou filmes épicos?

Outros personagens surgem por todo o país


Só na cabeça dos nossos editores, sem a mínima
 visão de mercado, é que podem passar esse tipo 
de preconceito idiota e sem fundamento contra
 as HQs de bang-bang.
Ao meu ver,o público-leitor deseja é paga para
 ver uma boa história, pouco importa qual 
seja o seu gênero.
Se há milhares de jovens que torcem o nariz para
 um título de Oeste, também existe uma verdadeira
 legião de pessoas maduras, como eu, que apreciam
 o gênero, tem poder aquisitivo e não depende 
da grana dos país para adquirir o que deseja.
Mas, nosso "doutores editoriais" parece que 
sempre ignoraram isso.
É sempre assim... as grandes iniciativas sempre 
acabam partindo dos pequenos e acabam 
sendo copiados pelos grandes.

Billy The Kid, de Arthur Filho chega a ed. # 14


O interessante, é que esta versão tupiniquim idealizada 
e realizada por Arthur Filho veio de encontro dos 
anseios dos saudosistas e Billy The Kid trás em suas 
páginas apenas autores brasileiros. Feras, como:
 Júlio Shimamoto - o grande mestre -Saidenberg, 
Elmano Silva, Airton Marcelino, A. Moreira, 
Sandro Marcelo e o próprio Arthur, que além 
de viabilizar o produto, também adora westerns
 e desenha algumas histórias, formam o 
destemido time. Esses são os nomes dos 
corajosos que fizeram ressurgir, das cinzas, 
esse gênero tão idolatrado pelo público 
leitor brasileiro. Precisamos reverenciá-los.
A equipe da editora Opção II também conta 
com a colaboração de E. Thomaz e do incansável
 Worney de Souza - grande e intrépido batalhador
 que sempre fez manter acesa a chama das 
HQs nacionais, com seu troféu Angelo Agostini. 
O velho mestre e grande escriba, Worney, mostra 
todo o seu conhecimento sobre a área de HQs 
através de matérias que abordam autores 
consagrados pela crítica e pelo grande público.

Na América lançaram uma nova versão de Lone Ranger (Zorro, no Brasil)

A revista Billy The Kid está em sua décima quarta 
edição, num verdadeiro ato de heroísmo desse 
maravilhoso grupo que Arthur Filho conseguiu 
formar. Lançado pela editora Opção II - do 
próprio Arthur -, o gibi contando as mais incríveis
 histórias desse lendário personagem do Oeste
 pode ser adquirido via e-mail, e pelos sites: bigorna.net,Comix,TexBr e demais sites 
especializados na venda, via Internet, de gibis,
 que cresce a cada dia. Outra oção, também, 
é pesquisar no Google... "Billy The Kid comics 
da editora Opção II", que você logo encontrará.

Editores independentes também agitam o mercado nacional


Graças ao pioneirismo desse intrépido editor 
independente, Arthur Filho - um professor de karate, 
que é um grande apaixonado pelo gênero é que
 resurgiram no mercado outros produtos do mesmo 
segmento, como: Apache - Um Western Diferente -,
 pela editora As Américas - e Chet, edição 
comemorativa de 30 anos, criado pelo grande 
escriba e pesquisador do Oeste Wilde Portella
e seu irmão Watson. 

A editora As Américas publica um western diferente




Chet tem muitos admiradores desde que foi lançado 
pela extinta e saudosa editora Vecchi e com certeza
 alegou seus antigos admiradores e conquistou novo público.
 As novas aventuras de Chet e seus companheiros 
foram lançadas em 2010 pela também editora independente 
chamada Ink and Blood Comics, do sul do país. 
O gibi ainda pode ser adquiridas via WEB.
Já não era sem tempo a hora de alguém lembrar e 
apostar nesse segmento, que sempre teve
 um grande público saudosista e que há muito
 tempo havia sido esquecido.
Nossas bancas que viviam empesteadas de 
super-heróis e mangás enlatados, destinados ao 
público jovem (teen), aos poucos estão abrindo 
espaço para outros gêneros.

Springville estreou na edição # 5 da revista Apache


Graças a Deus. Foi preciso que um editor 
independente fizesse despertar esse segmento.
 Será que os nossos pseudos-editores nunca perceberam 
que existe vida inteligente além da Marvel ou da DC?
Particularmente, não tenho nada contra enlatados 
ou super-heróis, visto que também sou autor de
 alguns personagens desse seguimento.
 Porém, o mercado não pode e nem deve se 
restringir só a esses dois gêneros.
O público mais adulto também deve ser atendido.
Bang-bang com sabor brasileiro... esta foi a grande 
novidade de 2010 ano e já está conquistando um
 novo público e resgatando os antigos leitores.
Que Manitu proteja a cavalgada desses nobres
 heróis que vieram abrilhantar ainda mais o
 mercado tupiniquim de quadrinhos:
personagens, escritores, desenhistas e, principalmente, 
editores, que apostaram e estão investindo nesse
 grande e promissor segmento.
Que venham mais cowboys e grandes aventuras!

Um clássico europeu 


E aguarde! Vem aí a ed. # 1 de Chet. Nova série.


See you later, cowboys!

Copyright 2011\Tony Fernandes\Estúdios Pégasus -
Uma divisão da Pégasus Publicações Ltda - São Paulo\Brasil
Todos os Direitos Reservados

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O MAIOR E MELHOR COMPÊNDIO DE SUPER-HERÓIS BRASILEIROS, CRIADO PELO GENIAL LANCELOTT!


O FANTÁSTICO: CATÁLOGO DE 
SUPER-HERÓIS BRASILEIROS,
DE LANCELOTT BARTOLOMEU
MARTINS! CONFIRA!
Ao longo dos anos, nesse mercado oscilante, mas maravilhoso, muita gente tentou escrever sobre o turbulento mercado editorial tupiniquim, tentando registrar as frágeis tentativas de se criar 
super-heróis no Brasil. Porém, poucos tiveram o cuidado e a competência de desenvolver 
um trabalho tão minúscioso como Sir Lancelott Bartolomeu Martins. Confesso que desconhecia o trabalho desse incrível pesquisador. 
Eu também não sabia que havia tantos superseres criados no Brasil. 


Ao baixar, o até então desconhecido trabalho desse cidadão "Catálogo dos Super-Heróis Brasileiros", confesso, que fiquei boquiaberto ante tão apurado 
levantamento feito por esse novo amigo e grande pesquisador e incansável
 divulgador das HQs brasileiras.
Descobri, por fim, que a gama de personagens criados no país é imensa.
 E as vezes, me pergunto: Por que será que tantas obras do gênero, 
nunca pegaram?




 Digo, pegaram, em termos de venda (infelizmente nenhum vingou 
de verdade). Afinal, o que consagra um artista são as vendas.
O mercado é cruel e taxativo: só é bom aquilo que vende. 
Na cabeça dos editores rola o seguinte: "De que adianta publicar 
o Leonardo Da Vinci, se isso não der retorno? " 
Editores e autores vivem num dilema. 
Os primeiros, tão se lixando pra arte em si e só visam 
obter lucros cada vez maiores dos seus investimentos.







Nada contra. Tb já editei e sei o quanto é duro manter um bom
 time de profissionais. Custa caro e nem sempre se obtém 
retorno. Por outro lado, os autores, eternos apaixonados pela 
arte sequencial, esquecem q este é um trabalho como outro 
qualquer e, portanto, tem que haver retorno.
Creio que os artístas deviam ver a coisa mais pelo lado comercial - 
apesar de muita gente contestar o meu ponto de vista-, pois,
 nenhum editor vai empatar capital num produto que não vende.
Na América, um país com mentalidade tipicamente judaíca, 
após a Segunda Guerra Mundial, a coisa é muito pior.
Lá o  mercado é super concorrido. Tem gente do mundo inteiro 
oferecendo novas idéias aos editores americanos. 
E, lá, tanto quanto aqui, milhares de personagens foram lançados 
nos últimos anos e poucos, também deram certo, vingaram.
Muitos foram descartados e sairam para sempre de
circulação, pro desespêro dos seus fãs.








Autores surgem por lá aos milhares e somem da noite para o dia quando
seu "produto" deixa de vender. HQs são como programas de TV, 
se não der "audiência" saem do ar, é simples. Por isso, nós,
 autores, vivemos na corda bamba. É preciso ser eclético para 
sobreviver e ter sempre um novo produto pronto para
 substituir aquele que fechou, se quiser 
se manter na mídia.


Meu bom e saudoso amigo, prof. Gedeone Malagola, 
sempre me disse isso. O velho mestre sabia muito 
bem do que estava falando.
É preciso criar vários personagens, para 
segmentos diferentes e lembrar, sempre, 
que existe vida inteligente além dos
 super-heróis, e que também há público para tudo.
Sendo o Brasil, o segundo país do mundo que mais vende 
esse gênero de Hqs (super-heróis), me pergunto: 
Será que os Super-Heróis tupiniquins nunca vão decolar? 
Por quê? O que falta em nossos trabalhos, para agradar 
os leitores? Uma linguagem universal? Histórias mais
 movimentadas? Diálogos e tramas mais interessantes?






O que esses personagens, de fato, conseguem é conquistar uma 
pequena fatia do púbico leitor, pois a grande maioria dos leitores
 simplesmente torcem o nariz quando vêem um produto nacional
 nas bancas, por puro preconceito. Vivo dizendo:
 "Só existe um jeito de haver nacionalização. 
É preciso ter produção, é preciso se organizar". 
Afinal, somos, todos, meros "gatos pingados" trabalhando
 individualmente, no "fundo do quintal", tentando brigar
 com poderosos grupos empresariais americanos, cheios 
da grana, super organizados, e com um poderoso 
departamento de marketing.






Além disso, apenas os pequenos editores, de fato, acreditam e 
investem numa HQ Made in Brazil. Os grandes, simplesmente, 
 desprezam o produto nacional, em sua grande maioria,
lamentavelmente. Consequentemente, os gibis brasileiros que
chegam às bancas, em geral, apresentam uma má qualidade
 gráfica e até de arte e texto. Editores de pequeno porte não têm 
custo para fazer um gibi com a qualidade gráfica e qualidade
de uma poderosa Panini - multinacional italiana - que está
 presente nas principais capitais do mundo e que tem como
 carro-chefe seus álbuns de figurinhas. 
Mesmo que um editor ousasse fazer um gibi luxuoso, não teria 
um bom preço para o consumidor final ou uma boa distribuição
racional pelo imenso Brasil. Disso, resulta, apenas, vendas
minguadas ao longo dos anos.






O que desejam os editores? , me perguntei 
milhares de vezes e a resposta é simples: bons 
produtos (vendáveis) e garantia de continuidade. 
No passado, muitos artistas deram mancadas com os editores,
 no que se refere ao prazo de entrega de material - justamente
 por trabalharem desorganizadamente-, daí, nós, todos, ficamos 
marcados como "canistas". Ou seja, gente que não cumpre os
prazos de entrega do trabalho. Editores temem que nós, autores
 nacionais, não possamos cumprir os prazos estipulados, como: 
data de entrega, data de lançamento, etc.
 Afinal, na produção de uma revista há muita gente envolvida no
 processo e corre muita grana por trás. Os prazos devem ser 
respeitados. Daí, os editores preferem trabalhar com os gringos, 
q além de oferecerem um produto que já foi sucesso lá fora, 
revendem o material barato e com um "caminhão de estoque".


No meu estúdio, só vendemos um projeto quando temos, pelo
 menos, três edições adiantadas. Há editores grandes que só 
fecham negócio se você apresentar 8 edições adiantas.
 Eles querem garantia de continuidade.
Também querem nota fiscal, conta da empresa, etc.
Esse é o mundo real das HQs. Elas são um 
grande empreendimento empresarial e 
como em todo e qualquer grande negócio é 
preciso ter seriedade.
Enquanto não mudar a mentalidade, tanto dos editores 
como dos autores o mercado nacional 
continuará problemático.
Esse promissor e quase inexplorado mercado de 
trabalho das HQs nacionais nunca irá existir, de fato. 
É preciso haver compreensão entre autores e editores.
Afinal, um não vive sem o outro. O mercado nacional é a
 soma desses dois. Não devemos nos degladiar - editores 
e autores - e, sim, trabalharmos em prol desse sofrido- 
e carente mercado onde falta de novidades. 
O que se vê por aí são: autores revoltados com 
editores e vice-versa. Já ouvi muitos autores dizendo
 que os editores "puxaram seu tapete". 
É bom frisar que... picaretas, existem em qualquer ramo
e em qualquer país, é claro. Mas, acredito que há
 muita gente boa e séria, bem intencionada e até 
com espírito nacionalista. 
Empresários de merda exitem em todos os 
setores e segmentos empresariais.
É preciso pensar o seguinte: ninguém vai ficar investindo -
 uma grana preta -
num produto que dá prejuízo. HQs são produtos como
 outros, e como tal, devem gerar lucro. Jamais 
enxerguei HQs como obra de arte e, sim, como um 
produto comercial feito para a grande massa. 
Toda vez que um "gênio" tenta elitizar as HQs as 
vendas despencam, já vi este filme antes. 
No meu tempo, um gibi custava o preço de
 um jornal. Hoje, há gibis que custam mais de 20 reais. 
Conheço custo gráfico e posso afirmar de cátedra que 
isso é um roubo. Tem gente querendo ganhar demais
 e com isso o mercado despencou.
Por outro lado, também há autores relapsos, sem 
visão de mercado e que estão destruindo seu 
próprio campo de trabalho.
Observem que: Já detonaram as gravadoras - muitas
 delas já quebraram-, com a invenção da MP3 - por 
um pivete irresponsável -, agora tem uma galera
 botando HQs grátis - completas - na WEB, 
pro pessoal baixar. 
Esses cidadãos (maus brasileiros e péssimos profissionais),
 querem, obviamente, mostrar seu trabalho. 
Porém,  não percebem que estão dando "um tiro 
no próprio pé"? Parece q também querem detonar o
 já abalado mercado editorial brasileiro. Colocar HQs 
completas na WEB,GRÁTIS, ao meu ver, é burrice, 
ou um ato impensado.
Ao invés disso, esses doidos deveriam bater de porta
 em porta, nos editores, e oferecer seus produtos. 
Alguém acha que um editor, em sã consciência, 
vai publicar uma HQ que está disponível na WEB,
 gratuitamente? Nunca. Isso é ilusão.
Precisamos deixar um pouco esse maravilhoso 
mundo virtual - que é uma grande ferramenta
 para divulgação - e batalharmos no mundo real. 
Caso contrário, nunca vai existir um mercado 
sólido para os futuros profissionais de HQs.
Publicações independentes são dígnas de louvor,
 mas não levam a nada. Me pergunto: 
por quê esse pessoal jovem e empreendedor, 
não abre uma editora - empresa - e não procura 
um grande distribuidor?
 Não encontro uma resposta plausível e não 
consigo entender a mentalidade dessa nova 
geração. No passado, éramos muito mais 
ousados. Aos 22 anos fechei meu primeiro
 contrato de distribuição nacional com a DINAP -
 do grupo Abril. Não tinha dinheiro, obtive 
crédito para rodar, no Jornal do Brasil, no 
Rio de Janeiro, e fomos paro pau, literalmente: 
ou tudo o nada. E o mais incrível: A ETF - 
Comunicação conseguiu pagar os custos de 
Fantasticman e Fantasma Negro, numa boa. 
Só fechamos - dois anos depois -, por absoluta 
falta de experiência na área empresarial.
Daí, na certa, alguém vai dizer: "Eram outros 
tempos, tiozinho".
De fato, o mundo mudou radicalmente, pós-era 
da informática, a alta tecnologia de ponta tomou 
conta do mundo e o velho e bom público leitor 
migrou para os games, Ipode, Ipad, computadores,
tablets, etc.
Aos poucos os gibis e revistas tendem a diminuir, isto
é, se não se tornarem peça de museu. 
Naquele tempo não existia essa parafernália 
tecnológica num estado tão avançado, nem SEBRAE, 
para ministrar ensinamentos aos futuros empresários. 
Aprendíamos na raça, errando e pagado
 caro pelos nossos erros, é claro.
Hoje, o que vemos por aí é um ou outro autor ralando, 
em busca de espaço. Alguns conseguem e a grande 
maioria, nem se quer chega a visitar as editoras. 
No Brasil, editores querem ver a cara
 dos autores, ainda. Não adianta ficar mandando 
e-mails "mis". 
Muitas empresas proíbem seus funcionários de 
aceitarem anexos em e-mails, com medo de virus.
Portanto, quem quiser mandar trabalhos devem usar o
 velho e bom correio. Digo isso, por experiência própria.
 Ficamos 6 meses mandando e-mails e nada 
acontecia, nem se quer obtínhamos uma resposta.
Quando mudei a estratégia, a coisa melhorou, 
quando passei a visitar clientes três vezes por semana. 
Começamos a vender nossos produtos.


Sir Lancelott, prova à todos através de seu trabalho 
sui generis e de alta competência, que existe uma 
imensa quantidade de criações
nacionais de super-heróis no país. Quando será
 que vamos poder  vê-los nas bancas de todo o Brasil?
Hoje, aquele que não tem sua criação registrada 
nesse maravilhoso compêndio sobre HQs feito por
 Lancelott, consequentemente,  estará se abstendo da 
chance de entrar para os anais da verdadeira
 história das HQs brasileiras.
Entre em contato com o autor e envie a arte e os
 dados do seu personagem. Faça parte deste 
incrível compêndio.


UMA CRÍTICA CONSTRUTIVA:
Ao meu ver, esse grande desenhista e pesquisador 
piauiense também comete o mesmo erro dos demais
 autores... ou seja, disponibiliza 
um trabalho fantástico GRÁTIS pela WEB.


Na certa, milhares de horas, foram despendidas
 por ele para elaborar esse virtuoso e sensacional 
trabalho. Já é tempo, bengala friend, de você também 
procurar um editor e negociar a publicação 
de sua obra genial. Um compêndio como o seu 
tem e deve estar exposto numa livraria, sem 
sombra de dúvida, e depois em nossas estantes.
De qualquer forma...
Parabéns por este seu belo projeto, Sir Lancelott,
 e pense bem sobre o assunto e chega de download free!


Go ahead, Sir! Que Deus sempre ilumine sua mente para 
criar trabalhos tão incríveis como este q vc fez. 
E lembre-se: nem só de super-heróis vive a humanidade. 
Já pensou em elaborar uma obra sobre outros 
gêneros e seguimentos editoriais?
A batalha continua...


CONHEÇA O MAIOR CATÁLOGO DE HERÓIS 
BRASILEIROS SEGUINDO O LINK ABAIXO...


http: hqquadrinhos.blogspot.com/2009/08/
herois-brasileiros-super-herois-html


See you later, bengalas friends.


Tony Fernandes\Estúdios Pégasus\Divulgação