segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A VOLTA DAS GRANDES SÉRIES DE QUADRINHOS DE WESTERNS ESTÃO DE VOLTA NAS BANCAS DO BRASIL!


Chet - Um Clássico de western criado no Brasil

De repente, os antigos leitores e apreciadores das 
HQs de westerns viram suas preces serem atendidas.
 O velho e bom tema está de volta às bancas e em sites especializados no comércio de HQs, como: 
Bigorna, TexBr, Comix, Bodegadoleo, Planeta Gibi, etc. 
Toda essa gente está contribuindo de uma forma 
fantástica para divulgar essas novas séries.
Pois é, esse nicho de leitores, até então esquecido 
pelos grandes editores do país, que só sabem 
lançar mangás e super-heróis bombados - 
com excessão da gloriosa Mythos, que regularmente
 coloca nas bancas edições de Tex -, é que essa gente 
corajosa está apostando. 
Tex cavalgava sózinho pelas bancas brasileiras 
há mais de 50 anos. O velho ranger bonelliano
 sempre teve seu público fiel. 
Além de Tex nada mais existia no mercado 
editorial brasilerio. Subitamente, aqueles que 
sempre adoraram essa linha de produtos
 voltaram a sorrir.

O tradicional ranger da Bonelli Comics


O grande e heróico precursor da volta dos gibis 
de westerns no país foi o corajoso editor independente 
chamado Arthur Filho, ao lançar a primeira edição 
da revista Billy The Kid.
Coube a esse desenhista, escritor e admirador 
do gênero, a ousadia de enxergar e editar 
esse título que outrora fez muito sucesso.

Relançado pela Panini


Na América, muitos títulos do gênero como: Jonah Rex,
The Lone Ranher, e outros, ainda continuam a ser editados. 
No Brasil, ninguém mais acreditava nesse gênero -
exceto a Mythos, que edita várias edições de Tex-,
 que foi taxado pelos mais jovens como 
"Revista para velhos", etc.
Quanta bobagem... por acaso Hollywood parou 
de produzir westerns ou filmes épicos?

Outros personagens surgem por todo o país


Só na cabeça dos nossos editores, sem a mínima
 visão de mercado, é que podem passar esse tipo 
de preconceito idiota e sem fundamento contra
 as HQs de bang-bang.
Ao meu ver,o público-leitor deseja é paga para
 ver uma boa história, pouco importa qual 
seja o seu gênero.
Se há milhares de jovens que torcem o nariz para
 um título de Oeste, também existe uma verdadeira
 legião de pessoas maduras, como eu, que apreciam
 o gênero, tem poder aquisitivo e não depende 
da grana dos país para adquirir o que deseja.
Mas, nosso "doutores editoriais" parece que 
sempre ignoraram isso.
É sempre assim... as grandes iniciativas sempre 
acabam partindo dos pequenos e acabam 
sendo copiados pelos grandes.

Billy The Kid, de Arthur Filho chega a ed. # 14


O interessante, é que esta versão tupiniquim idealizada 
e realizada por Arthur Filho veio de encontro dos 
anseios dos saudosistas e Billy The Kid trás em suas 
páginas apenas autores brasileiros. Feras, como:
 Júlio Shimamoto - o grande mestre -Saidenberg, 
Elmano Silva, Airton Marcelino, A. Moreira, 
Sandro Marcelo e o próprio Arthur, que além 
de viabilizar o produto, também adora westerns
 e desenha algumas histórias, formam o 
destemido time. Esses são os nomes dos 
corajosos que fizeram ressurgir, das cinzas, 
esse gênero tão idolatrado pelo público 
leitor brasileiro. Precisamos reverenciá-los.
A equipe da editora Opção II também conta 
com a colaboração de E. Thomaz e do incansável
 Worney de Souza - grande e intrépido batalhador
 que sempre fez manter acesa a chama das 
HQs nacionais, com seu troféu Angelo Agostini. 
O velho mestre e grande escriba, Worney, mostra 
todo o seu conhecimento sobre a área de HQs 
através de matérias que abordam autores 
consagrados pela crítica e pelo grande público.

Na América lançaram uma nova versão de Lone Ranger (Zorro, no Brasil)

A revista Billy The Kid está em sua décima quarta 
edição, num verdadeiro ato de heroísmo desse 
maravilhoso grupo que Arthur Filho conseguiu 
formar. Lançado pela editora Opção II - do 
próprio Arthur -, o gibi contando as mais incríveis
 histórias desse lendário personagem do Oeste
 pode ser adquirido via e-mail, e pelos sites: bigorna.net,Comix,TexBr e demais sites 
especializados na venda, via Internet, de gibis,
 que cresce a cada dia. Outra oção, também, 
é pesquisar no Google... "Billy The Kid comics 
da editora Opção II", que você logo encontrará.

Editores independentes também agitam o mercado nacional


Graças ao pioneirismo desse intrépido editor 
independente, Arthur Filho - um professor de karate, 
que é um grande apaixonado pelo gênero é que
 resurgiram no mercado outros produtos do mesmo 
segmento, como: Apache - Um Western Diferente -,
 pela editora As Américas - e Chet, edição 
comemorativa de 30 anos, criado pelo grande 
escriba e pesquisador do Oeste Wilde Portella
e seu irmão Watson. 

A editora As Américas publica um western diferente




Chet tem muitos admiradores desde que foi lançado 
pela extinta e saudosa editora Vecchi e com certeza
 alegou seus antigos admiradores e conquistou novo público.
 As novas aventuras de Chet e seus companheiros 
foram lançadas em 2010 pela também editora independente 
chamada Ink and Blood Comics, do sul do país. 
O gibi ainda pode ser adquiridas via WEB.
Já não era sem tempo a hora de alguém lembrar e 
apostar nesse segmento, que sempre teve
 um grande público saudosista e que há muito
 tempo havia sido esquecido.
Nossas bancas que viviam empesteadas de 
super-heróis e mangás enlatados, destinados ao 
público jovem (teen), aos poucos estão abrindo 
espaço para outros gêneros.

Springville estreou na edição # 5 da revista Apache


Graças a Deus. Foi preciso que um editor 
independente fizesse despertar esse segmento.
 Será que os nossos pseudos-editores nunca perceberam 
que existe vida inteligente além da Marvel ou da DC?
Particularmente, não tenho nada contra enlatados 
ou super-heróis, visto que também sou autor de
 alguns personagens desse seguimento.
 Porém, o mercado não pode e nem deve se 
restringir só a esses dois gêneros.
O público mais adulto também deve ser atendido.
Bang-bang com sabor brasileiro... esta foi a grande 
novidade de 2010 ano e já está conquistando um
 novo público e resgatando os antigos leitores.
Que Manitu proteja a cavalgada desses nobres
 heróis que vieram abrilhantar ainda mais o
 mercado tupiniquim de quadrinhos:
personagens, escritores, desenhistas e, principalmente, 
editores, que apostaram e estão investindo nesse
 grande e promissor segmento.
Que venham mais cowboys e grandes aventuras!

Um clássico europeu 


E aguarde! Vem aí a ed. # 1 de Chet. Nova série.


See you later, cowboys!

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O MAIOR E MELHOR COMPÊNDIO DE SUPER-HERÓIS BRASILEIROS, CRIADO PELO GENIAL LANCELOTT!


O FANTÁSTICO: CATÁLOGO DE 
SUPER-HERÓIS BRASILEIROS,
DE LANCELOTT BARTOLOMEU
MARTINS! CONFIRA!
Ao longo dos anos, nesse mercado oscilante, mas maravilhoso, muita gente tentou escrever sobre o turbulento mercado editorial tupiniquim, tentando registrar as frágeis tentativas de se criar 
super-heróis no Brasil. Porém, poucos tiveram o cuidado e a competência de desenvolver 
um trabalho tão minúscioso como Sir Lancelott Bartolomeu Martins. Confesso que desconhecia o trabalho desse incrível pesquisador. 
Eu também não sabia que havia tantos superseres criados no Brasil. 


Ao baixar, o até então desconhecido trabalho desse cidadão "Catálogo dos Super-Heróis Brasileiros", confesso, que fiquei boquiaberto ante tão apurado 
levantamento feito por esse novo amigo e grande pesquisador e incansável
 divulgador das HQs brasileiras.
Descobri, por fim, que a gama de personagens criados no país é imensa.
 E as vezes, me pergunto: Por que será que tantas obras do gênero, 
nunca pegaram?




 Digo, pegaram, em termos de venda (infelizmente nenhum vingou 
de verdade). Afinal, o que consagra um artista são as vendas.
O mercado é cruel e taxativo: só é bom aquilo que vende. 
Na cabeça dos editores rola o seguinte: "De que adianta publicar 
o Leonardo Da Vinci, se isso não der retorno? " 
Editores e autores vivem num dilema. 
Os primeiros, tão se lixando pra arte em si e só visam 
obter lucros cada vez maiores dos seus investimentos.







Nada contra. Tb já editei e sei o quanto é duro manter um bom
 time de profissionais. Custa caro e nem sempre se obtém 
retorno. Por outro lado, os autores, eternos apaixonados pela 
arte sequencial, esquecem q este é um trabalho como outro 
qualquer e, portanto, tem que haver retorno.
Creio que os artístas deviam ver a coisa mais pelo lado comercial - 
apesar de muita gente contestar o meu ponto de vista-, pois,
 nenhum editor vai empatar capital num produto que não vende.
Na América, um país com mentalidade tipicamente judaíca, 
após a Segunda Guerra Mundial, a coisa é muito pior.
Lá o  mercado é super concorrido. Tem gente do mundo inteiro 
oferecendo novas idéias aos editores americanos. 
E, lá, tanto quanto aqui, milhares de personagens foram lançados 
nos últimos anos e poucos, também deram certo, vingaram.
Muitos foram descartados e sairam para sempre de
circulação, pro desespêro dos seus fãs.








Autores surgem por lá aos milhares e somem da noite para o dia quando
seu "produto" deixa de vender. HQs são como programas de TV, 
se não der "audiência" saem do ar, é simples. Por isso, nós,
 autores, vivemos na corda bamba. É preciso ser eclético para 
sobreviver e ter sempre um novo produto pronto para
 substituir aquele que fechou, se quiser 
se manter na mídia.


Meu bom e saudoso amigo, prof. Gedeone Malagola, 
sempre me disse isso. O velho mestre sabia muito 
bem do que estava falando.
É preciso criar vários personagens, para 
segmentos diferentes e lembrar, sempre, 
que existe vida inteligente além dos
 super-heróis, e que também há público para tudo.
Sendo o Brasil, o segundo país do mundo que mais vende 
esse gênero de Hqs (super-heróis), me pergunto: 
Será que os Super-Heróis tupiniquins nunca vão decolar? 
Por quê? O que falta em nossos trabalhos, para agradar 
os leitores? Uma linguagem universal? Histórias mais
 movimentadas? Diálogos e tramas mais interessantes?






O que esses personagens, de fato, conseguem é conquistar uma 
pequena fatia do púbico leitor, pois a grande maioria dos leitores
 simplesmente torcem o nariz quando vêem um produto nacional
 nas bancas, por puro preconceito. Vivo dizendo:
 "Só existe um jeito de haver nacionalização. 
É preciso ter produção, é preciso se organizar". 
Afinal, somos, todos, meros "gatos pingados" trabalhando
 individualmente, no "fundo do quintal", tentando brigar
 com poderosos grupos empresariais americanos, cheios 
da grana, super organizados, e com um poderoso 
departamento de marketing.






Além disso, apenas os pequenos editores, de fato, acreditam e 
investem numa HQ Made in Brazil. Os grandes, simplesmente, 
 desprezam o produto nacional, em sua grande maioria,
lamentavelmente. Consequentemente, os gibis brasileiros que
chegam às bancas, em geral, apresentam uma má qualidade
 gráfica e até de arte e texto. Editores de pequeno porte não têm 
custo para fazer um gibi com a qualidade gráfica e qualidade
de uma poderosa Panini - multinacional italiana - que está
 presente nas principais capitais do mundo e que tem como
 carro-chefe seus álbuns de figurinhas. 
Mesmo que um editor ousasse fazer um gibi luxuoso, não teria 
um bom preço para o consumidor final ou uma boa distribuição
racional pelo imenso Brasil. Disso, resulta, apenas, vendas
minguadas ao longo dos anos.






O que desejam os editores? , me perguntei 
milhares de vezes e a resposta é simples: bons 
produtos (vendáveis) e garantia de continuidade. 
No passado, muitos artistas deram mancadas com os editores,
 no que se refere ao prazo de entrega de material - justamente
 por trabalharem desorganizadamente-, daí, nós, todos, ficamos 
marcados como "canistas". Ou seja, gente que não cumpre os
prazos de entrega do trabalho. Editores temem que nós, autores
 nacionais, não possamos cumprir os prazos estipulados, como: 
data de entrega, data de lançamento, etc.
 Afinal, na produção de uma revista há muita gente envolvida no
 processo e corre muita grana por trás. Os prazos devem ser 
respeitados. Daí, os editores preferem trabalhar com os gringos, 
q além de oferecerem um produto que já foi sucesso lá fora, 
revendem o material barato e com um "caminhão de estoque".


No meu estúdio, só vendemos um projeto quando temos, pelo
 menos, três edições adiantadas. Há editores grandes que só 
fecham negócio se você apresentar 8 edições adiantas.
 Eles querem garantia de continuidade.
Também querem nota fiscal, conta da empresa, etc.
Esse é o mundo real das HQs. Elas são um 
grande empreendimento empresarial e 
como em todo e qualquer grande negócio é 
preciso ter seriedade.
Enquanto não mudar a mentalidade, tanto dos editores 
como dos autores o mercado nacional 
continuará problemático.
Esse promissor e quase inexplorado mercado de 
trabalho das HQs nacionais nunca irá existir, de fato. 
É preciso haver compreensão entre autores e editores.
Afinal, um não vive sem o outro. O mercado nacional é a
 soma desses dois. Não devemos nos degladiar - editores 
e autores - e, sim, trabalharmos em prol desse sofrido- 
e carente mercado onde falta de novidades. 
O que se vê por aí são: autores revoltados com 
editores e vice-versa. Já ouvi muitos autores dizendo
 que os editores "puxaram seu tapete". 
É bom frisar que... picaretas, existem em qualquer ramo
e em qualquer país, é claro. Mas, acredito que há
 muita gente boa e séria, bem intencionada e até 
com espírito nacionalista. 
Empresários de merda exitem em todos os 
setores e segmentos empresariais.
É preciso pensar o seguinte: ninguém vai ficar investindo -
 uma grana preta -
num produto que dá prejuízo. HQs são produtos como
 outros, e como tal, devem gerar lucro. Jamais 
enxerguei HQs como obra de arte e, sim, como um 
produto comercial feito para a grande massa. 
Toda vez que um "gênio" tenta elitizar as HQs as 
vendas despencam, já vi este filme antes. 
No meu tempo, um gibi custava o preço de
 um jornal. Hoje, há gibis que custam mais de 20 reais. 
Conheço custo gráfico e posso afirmar de cátedra que 
isso é um roubo. Tem gente querendo ganhar demais
 e com isso o mercado despencou.
Por outro lado, também há autores relapsos, sem 
visão de mercado e que estão destruindo seu 
próprio campo de trabalho.
Observem que: Já detonaram as gravadoras - muitas
 delas já quebraram-, com a invenção da MP3 - por 
um pivete irresponsável -, agora tem uma galera
 botando HQs grátis - completas - na WEB, 
pro pessoal baixar. 
Esses cidadãos (maus brasileiros e péssimos profissionais),
 querem, obviamente, mostrar seu trabalho. 
Porém,  não percebem que estão dando "um tiro 
no próprio pé"? Parece q também querem detonar o
 já abalado mercado editorial brasileiro. Colocar HQs 
completas na WEB,GRÁTIS, ao meu ver, é burrice, 
ou um ato impensado.
Ao invés disso, esses doidos deveriam bater de porta
 em porta, nos editores, e oferecer seus produtos. 
Alguém acha que um editor, em sã consciência, 
vai publicar uma HQ que está disponível na WEB,
 gratuitamente? Nunca. Isso é ilusão.
Precisamos deixar um pouco esse maravilhoso 
mundo virtual - que é uma grande ferramenta
 para divulgação - e batalharmos no mundo real. 
Caso contrário, nunca vai existir um mercado 
sólido para os futuros profissionais de HQs.
Publicações independentes são dígnas de louvor,
 mas não levam a nada. Me pergunto: 
por quê esse pessoal jovem e empreendedor, 
não abre uma editora - empresa - e não procura 
um grande distribuidor?
 Não encontro uma resposta plausível e não 
consigo entender a mentalidade dessa nova 
geração. No passado, éramos muito mais 
ousados. Aos 22 anos fechei meu primeiro
 contrato de distribuição nacional com a DINAP -
 do grupo Abril. Não tinha dinheiro, obtive 
crédito para rodar, no Jornal do Brasil, no 
Rio de Janeiro, e fomos paro pau, literalmente: 
ou tudo o nada. E o mais incrível: A ETF - 
Comunicação conseguiu pagar os custos de 
Fantasticman e Fantasma Negro, numa boa. 
Só fechamos - dois anos depois -, por absoluta 
falta de experiência na área empresarial.
Daí, na certa, alguém vai dizer: "Eram outros 
tempos, tiozinho".
De fato, o mundo mudou radicalmente, pós-era 
da informática, a alta tecnologia de ponta tomou 
conta do mundo e o velho e bom público leitor 
migrou para os games, Ipode, Ipad, computadores,
tablets, etc.
Aos poucos os gibis e revistas tendem a diminuir, isto
é, se não se tornarem peça de museu. 
Naquele tempo não existia essa parafernália 
tecnológica num estado tão avançado, nem SEBRAE, 
para ministrar ensinamentos aos futuros empresários. 
Aprendíamos na raça, errando e pagado
 caro pelos nossos erros, é claro.
Hoje, o que vemos por aí é um ou outro autor ralando, 
em busca de espaço. Alguns conseguem e a grande 
maioria, nem se quer chega a visitar as editoras. 
No Brasil, editores querem ver a cara
 dos autores, ainda. Não adianta ficar mandando 
e-mails "mis". 
Muitas empresas proíbem seus funcionários de 
aceitarem anexos em e-mails, com medo de virus.
Portanto, quem quiser mandar trabalhos devem usar o
 velho e bom correio. Digo isso, por experiência própria.
 Ficamos 6 meses mandando e-mails e nada 
acontecia, nem se quer obtínhamos uma resposta.
Quando mudei a estratégia, a coisa melhorou, 
quando passei a visitar clientes três vezes por semana. 
Começamos a vender nossos produtos.


Sir Lancelott, prova à todos através de seu trabalho 
sui generis e de alta competência, que existe uma 
imensa quantidade de criações
nacionais de super-heróis no país. Quando será
 que vamos poder  vê-los nas bancas de todo o Brasil?
Hoje, aquele que não tem sua criação registrada 
nesse maravilhoso compêndio sobre HQs feito por
 Lancelott, consequentemente,  estará se abstendo da 
chance de entrar para os anais da verdadeira
 história das HQs brasileiras.
Entre em contato com o autor e envie a arte e os
 dados do seu personagem. Faça parte deste 
incrível compêndio.


UMA CRÍTICA CONSTRUTIVA:
Ao meu ver, esse grande desenhista e pesquisador 
piauiense também comete o mesmo erro dos demais
 autores... ou seja, disponibiliza 
um trabalho fantástico GRÁTIS pela WEB.


Na certa, milhares de horas, foram despendidas
 por ele para elaborar esse virtuoso e sensacional 
trabalho. Já é tempo, bengala friend, de você também 
procurar um editor e negociar a publicação 
de sua obra genial. Um compêndio como o seu 
tem e deve estar exposto numa livraria, sem 
sombra de dúvida, e depois em nossas estantes.
De qualquer forma...
Parabéns por este seu belo projeto, Sir Lancelott,
 e pense bem sobre o assunto e chega de download free!


Go ahead, Sir! Que Deus sempre ilumine sua mente para 
criar trabalhos tão incríveis como este q vc fez. 
E lembre-se: nem só de super-heróis vive a humanidade. 
Já pensou em elaborar uma obra sobre outros 
gêneros e seguimentos editoriais?
A batalha continua...


CONHEÇA O MAIOR CATÁLOGO DE HERÓIS 
BRASILEIROS SEGUINDO O LINK ABAIXO...


http: hqquadrinhos.blogspot.com/2009/08/
herois-brasileiros-super-herois-html


See you later, bengalas friends.


Tony Fernandes\Estúdios Pégasus\Divulgação

terça-feira, 31 de agosto de 2010

MUNDO DAS HQS 1: OS VERDADEIROS SUPER-HERÓIS DOS COMICS NOS ESTADOS UNIDOS!

OS VERDADEIROS HERÓIS 
DOS QUADRINHOS AMERICANOS

Stan ( Liber) Lee, um dos guerreiros e heróis dos comics
O grande boom das HQs, nos Estados Unidos, aconteceu nas décadas de 30 e 40. Nesse período nasceram os super-heróis 
e surgiram, com eles, os grandes mestres do traço e do desenho seqüencial, como: Joe Kubert, Jack Kirby, Stan Lee, Will Eisner, Julles Feiffer, e muitos outros, em sua 
grande maioria eram jovens de origem judaica.


 Naquela época eram poucas as oportunidades para imigrantes
 pobres, que viviam em cortiços no Bronx, em Nova Iorque, ou 
na periferia das outras grandes cidades americanas.
 Eles não tinham acesso ao refinado mundo das galerias de 
arte ou da literatura, visto que seus pais eram humildes 
trabalhadores que sobreviviam de sub empregos nas indústrias
 de roupas ou similares. Esses imigrantes trabalhavam 
exaustivamente por longas horas, sob severas ordens 
dos chefes autoritários, e ganhavam uma ninharia.
Seus filhos, vendo a aflição dos pais, desejavam sair daquele 
mundo miserável e sem perspectivas. 
Esses jovens queriam ser donos do seu próprio destino.
 Mas, naquela época poucas eram as saídas para eles:
 ou viravam gangsters ou astros de Hollywood. 
Ser um gangster estava fora de cogitação, eram rapazes de 
boa índole e não desejavam magoar seus pais.
 Ser um astro de cinema era um sonho inatingível,
 para aquela gente de origem humilde oriunda
 de gente de outros países.


Joe Romita e Jack Kirby


Foi assim que um grupo de jovens filhos de imigrantes, 
decidiram se aventurar pelo mundo das HQs, que na 
época tinha sido recém-criado, e quase totalmente 
inexplorado. Eles viram nos comics a única saída viável
 para tentar ser alguém na vida, pois fazer uma HQ 
tinha um custo barato. Só precisavam de papel, lápis
 e muita imaginação, e isto eles tinham de sobra.
Assim, surgiu nos Estados Unidos uma gama de editores,
 desenhistas e escritores, de origem hebraica, dispostos
 a contar e publicar suas histórias e que tinham como 
meta principal: vencer na vida.
O mundo dos quadrinhos era considerado de segunda 
classe, portanto, ele estava aberto para esses jovens 
imigrantes marginalizados que vislumbraram 
obter nele prestígio, fama, e algum dinheiro, para
 tentar levar uma vida decente. Cursar uma academia de 
arte era coisa para os mais abastados.


Steve Ditko



Nenhum deles poderia imaginar as surpresas que o
 destino lhes reservava e que anos depois muitos deles 
se tornariam imortais através de suas fantásticas
 criações, como: Jules Feiffer, Joe Shuster e Jerry 
Siegel (esses últimos foram os geniais autores do 
Super Man, que acabaram vendendo os direitos do 
mais famoso personagem das HQs por 150 dólares 
para a editora Action Comics, e que acabaram 
morrendo quase na miséria). 


Joe Sinnot


Também surgiram nessa mesma época: Jack Kirby 
(Jacob Kurtzberg), já falecido, criador do Capitão 
América, Fantastic Four, Homem Aranha, e inúmeros 
outros personagens), Bob Kane (autor de Batman ), 
Alex Raymond (criador de Flash Gordon, Jim das
 Selvas e o Agente Secreto X-9), Harvey Kurtzman 
(que criou a revista Mad no final da década de 50, 
para satirizar o American Way Life e seus heróis).



Sargento Rock, de Joe Kubert
Joe Kubert (o grande mestre criador de Sargento 
Rock, e um dos desenhistas mais marcantes de 
Tarzan, de Edgar Rice Burroughs, etc), Will Eisner 
(o fantástico gênio criador do Spirit), Stan Lee 
(cujo nome verdadeiro era Stan Lieber, o maior
 criador e roteirista de todos os tempos,
 que desenvolveu e criou inúmeros personagens 
para a Marvel Comics e que até hoje fazem 
sucesso entre nós, como: 
Spider Man (Homem Aranha) , Fantastic Four 
(Quarteto Fantástico, no Brasil), X-Men, Lee Falk 
(criador do Fantasma e Mandrake), e outras feras 
do traço e da escrita.





Na realidade, foram esses jovens imigrantes, filhos 
de judeus, os verdadeiros heróis das HQs. 
Lutaram contra as adversidades, batalharam dia a dia,
 até fazerem seus sonhos se tornarem realidade.
 Essa gente de fibra, de garra, e muita determinação,
 que arregaçou a manga e dedicou milhares de horas
 de trabalho, debruçados numa prancheta, para elaborar
 seus personagens e suas fantásticas histórias desenvolvidas
 na forma de quadrinhos, hoje são reconhecidos 
mundialmente como os grandes mestres dos comics.

Muitas criações desses jovens de talento, que foram 
feitas para os gibis, acabaram chegando as telas dos 
cinemas e da TV, devido ao enorme sucesso 
alcançado por eles.

Assim a indústria do comics proliferou na América 
conquistando cada vez um maior número de leitores.
 Muitas dessas incríveis criações, desses jovens talentosos,
 acabaram atravessando fronteira, ganharam o mundo
 e também obtiveram sucesso em outras nações. 
O público europeu foi o primeiro a reconhecer nessas
 criações made in USA o talento criativo desses artistas,
 até então desconhecidos do grande público europeu.





Na América, essas HQs eram impressas em tipografia
 e em papel de péssima qualidade, mas isto pouco 
importava ao público leitor, que desejava fugir da 
realidade e embarcar nesse maravilhoso mundo de 
fantasia onde nada parecia ser impossível para 
esses seres dotados de poderes fantásticos. 
Os gibis americanos eram em cores e custavam apenas 
alguns centavos de dólares. Por isso, 
vendiam aos milhares.

Durante a Segunda Grande Guerra Mundial, os heróis 
dos gibis passaram a lutar contra os nazistas e japoneses,
 os declarados inimigos da América. 
Porém o uso deles como instrumento político fez 
as vendas desabar, repentinamente. Durante um longo 
período os comics deixaram de vender, obrigando 
muitas editoras a fecharem suas portas. 
Apenas alguns poucos editores conseguiram resistir, 
sobreviver, a essa dura crise de mercado.

Na década de 60 as Histórias em Quadrinhos foram
 retomadas, mais uma vez, por uma gama imensa
 de judeus: editores, escritores e desenhistas, dispostos
 a mudar o rumo da coisa. Esses destemidos jovens
 tinham idéias novas na cabeça. Desejavam resgatar
 os antigos leitores, conquistar novos, e fazer subir 
as vendas. Também desejavam deixar para trás
 aquele fechado mundo judaico, sem perspectivas, 
onde nasceram e foram criados. A maioria deles 
americanizou seus nomes, visando evitar preconceitos, 
e jamais deixavam aparecer em suas HQs qualquer 
referência ou personagem que pudesse
 denunciar suas origens.


Stan Lee, Jack Kirby, Joe Sinnot, Steve Ditko, 
e outros, foram os responsáveis pela grande virada 
de mercado obtida pelo grupo Marvel, que a partir de 
então passou a apresentar personagens mais 
humanos, menos super, e que de imediato 
conquistaram a simpatia do público leitor.
 Em contrapartida a DC Comics 
(abreviatura de Detective 
Comics) investia pesado na contratação de bons 
argumentistas e ilustradores que pudessem criar
 e desenvolver personagens que pudessem concorrer 
diretamente com as revistas da Marvel, que em pouco
 tempo triplicou suas edições.

Com as vendas em alta, com o mercado aquecido, 
surgiram muitos personagens maravilhosos que fez 
muita gente delirar na infância.
Heróis do passado, como Capitão América foram revividos 
e voltaram às bancas. Na década de 60, os super-heróis 
Marvel estavam em alta e ganharam até um desenho 
“desanimado” para a TV.


A série apresentava: Thor,
 Namor, o príncipe submarino, Homem de Ferro, 
Capitão América e o incrível Hulk. Este último, na
 verdade era - e ainda é - uma versão americanizada 
do clássico da literatura inglesa, O Médico e o Monstro
 (Dr. Jekil e Mister Hyde).













No Brasil, a editora carioca chamada Brasil-América, 
de Adolfo Aizen (pioneira em lançar HQs no país, nas 
décadas de 30 e 40), em parceria com os postos Shell, 
lançou a primeira edição da revista Capitão Z, que 
trazia dois super-heróis: Capitão América e Homem 
de Ferro (P e B). Esta revista era distribuída e vendida
 nos diversos pontos de venda de combustíveis,
 espalhados pelo país, com intensa veiculação na TV.

O lançamento foi um sucesso. A partir da segunda edição, 
os heróis Marvel foram para as bancas e nunca mais 
saíram de circulação. Também foram publicados 
pela Bloch Editores, Editores Associados, editora Abril e, 
finalmente, pela Panini, uma multinacional que é, 
também, representante exclusiva dos 
heróis Marvel em todo o mundo.


Ainda na década de 60, em nosso país, a editora
 Brasil-América lançou pela primeira vez uma história 
curta de um personagem até então desconhecido, 
no final da revista do Quarteto Fantástico.
 Esse novo personagem da Marvel era: 
Homem Aranha.


Tamanha foi sua aceitação que, pouco tempo depois,
 o personagem, que viria a ser a criação máxima da
 editora americana, ganhou revista própria.
Pouco tempo depois, a TV Globo lançou o Homem
 Aranha, em desenho animado, bem elaborado.
 Nas bancas, as vendas dos gibis do aracnídeo
 estavam em alta. Os heróis Marvel estavam aquecendo 
o mercado nacional, concorrendo firme com 
os famosos super-heróis da DC.


Em São Paulo, a editora GEP (Gráfica e Editora Penteado)
 teve a honra de lançar no país, o Surfista Prateado
 e os X-Men (em P&B, no formato 21 x 28 cms).
 Essas novas séries, que são do grupo Marvel, traziam na
 época desenhos do lendário Jack Kirby. 
De imediato, esses heróis, até então desconhecidos
 do público leitor, caíram nas graças dos leitores.


Na década de 70, a M e C Editores (Minami e Cunha), 
uma editora nacionalista, também decidiu investir também
 nos heróis americanos, da Marvel. Assim, pela primeira
 vez, foi lançado o gibi de Conan, o bárbaro (em formatinho, 
P e B), um clássico da literatura, quadrinizado.
 Porém, o gibi teve breve duração.
Anos depois, a editora Abril, relançou Conan, em formato 
magazine (21 x 28 cms), e explorou a série por mais
 de 10 anos, com incrível sucesso.





Na década de 90, Will Eisner (o autor do Spirit), consagrado
 e autoconfiante, decidiu escrever e desenhar HQs 
sobre o seu velho mundo conhecido: o Bronx, bairro
 americano, decadente, onde o autor viveu na década de 30. 
Assim, Will fez surgir um novo tipo de quadrinhos 
especificamente para adultos. Agora esse inigualável 
autor decidira contar através de seus personagens 
humanos, que não tinham nada de super, suas
 experiências vividas no Bronx. O argumento
 era hiper realista.
Surge: O Edifício e outras obras primas do grande 
mestre, impressas em papel de ótima qualidade,
 capa dura, num acabamento gráfico primoroso. 
Esse primeiro álbum destinado ao leitor adulto 
fez muito sucesso e acabou dando origem às famosas
 Graphic Novels. Sucesso absoluto de crítica e de público.
Finalmente acontecera na América o que já havia 
ocorrido, anos atrás, na Europa: criar HQs destinadas 
ao público adulto.
Em terras tupiniquins foi a editora Abril que lançou 
essas maravilhosas Graphics Novels nos anos 90.
 Verdadeiras pérolas das HQs, onde surgiram: 
Frank Miller com seu Cavaleiro das Trevas 
(um clássico sobre o Homem Morcego), 
Ronin, Watchman, etc.


Gene Colan

A Arte do genial Gene Colan


No Brasil, gente como Stan Lee, Jack Kiry, 
NealAdams, Steve Ditko, Gene Colan,
Lee Falk e outros verdadeiros heróis das HQs,
 através de suas criações, inspiraram gente como: 
Getúlio Delphin (Capitão 7), Gedeone Malagola 
(criador do Raio Negro, o primeiro super-herói 
tupiniquim, e o Homem Lua), Wilson Fernandes
 (Homem Sol), Eugênio Colonese e Rodolfo Zalla 
(o Escorpião, e Milar), Paulo Fukue (Pabeyma e 
Super-Heros), Tony Fernandes (Fantastic Man e 
Fantasma Negro), e outros autores, a enveredar por
 esse segmento tão apreciado pelos adolescentes.
Convém lembrar que o Brasil é o segundo país
 do mundo que mais vende HQs de super-heróis,
 depois dos Estados Unidos.

Se você não conhece as boas HQs americanas do
 passado ou os gibis que foram produzidos no Brasil
 vá até o sebo mais próximo de sua casa e descubra
 as maravilhosas histórias em quadrinhos do passado,
 nacionais e internacionais.
Conheça, também, os precursores dessa nobre arte. 
Tome conhecimento sobre esses verdadeiros heróis 
dos gibis: gente que faz.


Prestigie, também, os quadrinhos nacionais.

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